Do pré-natal ao primeiro ano

(de The Joyful Child) “Shared with permission of The Joyful Child Montessori Company: http://www.thejoyfulchild.us”.
 
 
Nós sabemos muito pouco sobre o que um bebê realmente vive durante os nove meses no útero. O que ele percebe, sente, pensa, entende. Mas nós sabemos que ele responde a vozes, a sons e a música. Então todos os dias devemos dar a ele o melhor que pudermos durante algum tempo, falando com ele baixinho, cantando e tocando belas músicas.
Estudiosos de aquisição de linguagem nos dizem que a base para o aprendizado da língua materna começa no útero. Estudos sobre as vidas de grandes músicos geralmente nos dizem que eles foram expostos a excelente música ainda durante a gestação.
Pais que cantam para os pequenos bem antes de seu nascimento percebem que depois do nascimento aquelas mesmas músicas tranquilizam muito os bebês.
A pele, o primeiro e mais importante órgão dos sentidos, está completa depois de sete ou oito semanas de gestação. O olfato está pronto para funcionar no segundo mês de gestação. O paladar está ativo no terceiro mês. A orelha completa seu desenvolvimento estrutural do segundo ao quinto mês de gravidez. É possível que o feto absorva as características particulares do ritmo da língua materna. De certa maneira, o feto já está trabalhando, aprendendo a língua!
– Silvana Montanaro, Psiquiatra MD, formadora de professores Montessori
Música e Linguagem
 – No primeiro ano de vida a criança tem um interesse especial pela fala humana e em assistir a face e os lábios das pessoas que estão falando. Não um acidente que a distância entre os olhos do recém-nascido e o rosto da mãe quando o amamenta seja exatamente a distância focal do bebê.
Nós podemos alimentar este interesse pela linguagem falando claramente, sem usar a “fala-de-bebês”,sem elevar o tom da voz (como fazemos com animais de estimação), e sem simplificar demais a linguagem na presença da criança.
Podemos contar histórias interessantes ou engraçadas de nossas vidas, recitar poemas favoritos, falar sobre o que estamos fazendo “Agora estou lavando seus pés, esfregando seus dedos para que fiquem bem limpinhos” e podemos nos divertir com esta importante comunicação. Podemos ouvir música, ao silêncio e um ao outro.
É possível conversar mesmo com crianças muito pequenas, desta maneira: quando a criança fizer algum som, imite-o – o tom e a duração do som da criança. Usualmente se percebe uma resposta incrível por parte da criança da primeira vez que isso acontece, como se ela dissesse “Finalmente alguém entende e fala minha língua”.
Depois de algumas destas trocas, muitas crianças vão começar a fazer sons para você imitar propositadamente, e finalmente vão tentar imitar os sons do adulto. É uma primeira comunicação muito interessante para as duas partes. Não é “fala-de-bebê”, podemos chamá-la de “canto”.
Para o primeiro ano, atividades como se trocar, ninar, tomar banho, ser segurado e vestido são os momentos mais importates e mais impressionantes. Peça permissão ou fale para o pequeno que você vai pegá-lo quando você estiver quando o fazendo. Se houver escolha, pergunte a ele se eles está pronto para ser pego, vestido, banhado, antes mesmo de pegá-lo. Crianças sabem quando perguntas sérias são feitas a elas e quando elas têm escolhas. Enquanto você o troca ou dá um banho nele, em vez de distraí-lo com brinquedos, olhe em seus olhos e diga a ele o que você está fazendo, faça perguntas e dê escolhas.

O valor desta comunicação cheia de amor e de respeito nunca será enfatizado demais. Ela faz o bebê falar com você, e este desejo de comunicação é a base para o desenvolvimento da língua. O bom desenvolvimento da língua também depende da linguagem que a criança escuta à sua volta nos primeiros dias, meses e anos. Ouvir conversas entre os pais e outros adultos é tão valioso quanto ser parte da conversa.
Um pai ou irmão que fale ou cante para a criança está ensinando linguagem a ele também. É impressionante quanto de língua se aprende nos primeiros três anos de vida, brotando uma compreensão da linguagem completa de uma maneira que o adulto nunca poderá imitar.
Nunca é cedo demais para olhar livros juntos e falar sobre eles. Belos livros de papelão podem ficar de pé, apoiados pelas capaz e pelas páginas, para um bebê que ainda não pode se sentar para se divertir olhando-os. Eles introduzem uma ampla quantidade de temas interessantes para a criança quando eles desejam ver, ouvir (e falar) sobre tudo.

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