É fácil identificar Montessori quando vemos os materiais montessorianos, ou um quarto com uma cama baixinha e uma estante com meia dúzia de brinquedos simples.
Mas nós só enxergamos o que é visível, e uma parte enorme de Montessori não se parece com Montessori.
Quando você cozinha legumes em uma textura que a criança consegue espetar com o garfo, para que ela aprenda a comer, é Montessori.
Quando você limpa o chão do quarto da criança para que ela possa brincar ou trabalhar por lá sem lidar com excesso de poeira, é Montessori.
Quando você se abaixa um pouquinho para segurar a mão da criança na rua, em vez de forçá-la a levantar o braço desconfortavelmente, absolutamente Montessori.
É importante a gente perceber as partes invisíveis de Montessori:
Quando uma cidade ou um prédio escolhem adicionar corrimãos baixinhos nas escadas,
Quando um restaurante coloca uma folha de papel em branco e giz de cera na mesa,
Quando um brinquedo complexo traz um manual que a criança consegue entender sozinha…
Tudo isso é Montessori. Claro que aqui eu estou, de propósito, usando a palavra “Montessori” da forma mais ampla possível. Na verdade, tudo isso é mais que Montessori: é enxergar o mundo a partir da atividade da criança.
Nada é mais Montessori do que isso.
Desde deixar as cobertas prontas para a criança se cobrir sozinha à noite, até colocar os potes de comida em ordem para a criança se servir de um, e depois do outro, existe milhares de pequenas manifestações de Montessori no dia-a-dia, que a gente pode aprender a ver e a valorizar.
Se você não se sentir confortável chamando tudo isso de Montessori, chame como ela chamava: Um mundo novo, cheio de milagres.
Um abraço grande,
Gabriel
Ah! Faz tempo que eu não te escrevo com esse aviso, então aí vai: a Pós-Graduação do Lar Montessori está nos últimos dias de inscrição. A gente vai deixar as inscrições abertas até dia 10 de fevereiro. Você vem? É só tocar aqui para saber mais.
