As telas vão ficar. O que nós podemos fazer?

Não tem muito o que discutir. As telas podem fazer mal às crianças e aos adolescentes. Elas podem fazer mal até aos adultos, nós sabemos.

Mesmo assim, as telas vão ficar, e as chances são de que se tornem cada vez mais comuns.

Montessori tem uma frase que ilumina meus pensamentos sobre isso, e me assombra ao mesmo tempo:

“Adaptabilidade”, ela dizia, “é a qualidade mais essencial.”

A frase é verdadeira. Ela me assombra porque, no parágrafo anterior, Montessori diz:

“O futuro parece inseguro e cheio de fatos desconhecidos”,
“Perdemos a ‘segurança’ que tínhamos no passado”, e
“O mundo está parcialmente se desintegrando, e parcialmente em um estado de reconstrução”

Ela diz tudo isso, e meu espírito afunda, enquanto eu uso minha cópia física e surrada de Da Infância à Adolescência para encontrar essas citações, e as copio em um computador moderno. Parcialmente em um estado de desintegração, parcialmente em um estado de reconstrução.

Mas Montessori não falha, e empresta uma bússola e uma lanterna para este futuro incerto e desconhecido:

“Essas sendo as condições de nossa sociedade, precisamos lembrar que se tem uma coisa que a educação pode tomar como guia seguro, é a personalidade da criança que deve ser educada”.

A citação continua, e esta conversa também. Este é o primeiro de uma longa série de textos (e, depois, aulas) sobre a infância e a tecnologia, que vão ter como base o pensamento de Montessori, mais atual que os nossos chips de silicone e, às vezes, mais futurista que a inteligência artificial.

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Até a próxima!

Gabriel

Outros, Tecnologia

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