Sobre os Princípios do Educador Montessoriano

Há algum tempo, o Lar Montessori traduziu e publicou Os Dez Princípios do Educador Montessoriano. Trata-se de uma lista belíssima de mandamentos para seguirmos em nossa prática pedagógica diária. A lista não é diretamente útil para famílias, pois que orienta uma prática pedagógica científica, e não uma prática familiar. Por famílias, os Princípios podem ser lidos como inspiração, mas por educadores precisa ser lida como orientação precisa e inequívoca.

Uma nova lista, contendo trechos da tradução do Lar Montessori e mais alguns princípios com a linguagem flexibilizada para adequação ao nosso momento histórico e social tem sido divulgada, e embora apoiemos a divulgação do pensamento de Maria Montessori, achamos relevante trazer a lista original, compartilhada pela Association Montessori Internationale, novamente.

Talvez você já conheça a missão do Lar Montessori: Honrar e disseminar Montessori tanto quanto permitirem nossos esforços, tendo sempre em vista as palavras de Maria Montessori, a busca do melhor sentido a ser atribuído a elas, e a ciência em progresso no momento presente. É em respeito a essa missão que retornamos aqui, para publicar novamente a tradução que realizamos do documento disponibilizado pela AMI. Se você perceber algo em nossa tradução que não corresponde ao original, avise-nos. Nossa tentativa é o máximo de fidelidade. Ao final desse post, você pode baixar nossa tradução em dois formatos, ambos em PDF, uma em A4 e uma em A5. Se você for um educador, pode imprimir e carregar consigo ou deixar em sua sala de aula – pessoalmente, preciso reler isso o tempo todo.

 

OS DEZ PRINCÍPIOS DO EDUCADOR MONTESSORIANO

Por Maria Montessori

1 – Nunca toque a criança, a menos que seja convidado por ela de alguma maneira.



 

2 – Nunca fale mal da criança em sua presença ou ausência.



 

3 – Concentre-se em fortalecer e ajudar o desenvolvimento daquilo que é bom na criança, para que sua presença deixe cada vez menos espaço para o que é ruim.



 

4 – Seja ativo na preparação do ambiente. Tome cuidado constante e seja meticuloso com ele. Ajude a criança a estabelecer relações construtivas com ele. Mostre o local adequado onde são guardados os meios de desenvolvimento e demonstre seu uso apropriado.



 

5 – Esteja sempre pronto a responder à criança que precisa de você e sempre escute e responda à criança que a você recorre.



 

6 – Respeite a criança que comete um erro e pode corrigir-se mais tarde, mas impeça com firmeza e imediatismo todas as más utilizações do ambiente e qualquer ação que coloque a criança em risco, assim como seu desenvolvimento ou os dos outros.



 

7 – Respeite a criança que descansa, assiste ao trabalho dos outros ou pondera sobre o que ela mesma fez ou fará. Não a chame, nem a force a outras formas de atividade.



 

8 – Ajude aqueles que estão à procura de atividade e não conseguem encontrar.



 

9 – Seja incansável na repetição das apresentações para a criança que as recusou antes, ajudando a criança a adquirir o que ainda não possui e a superar imperfeições. Faça-o avivando o ambiente com cuidado, limites e silêncio, com palavras suaves e presença amável. Faça com que a criança que busca possa sentir sua presença, e esconda-se da criança que já encontrou o que buscava.



 

10 – Sempre trate a criança com a melhor das boas maneiras, oferecendo o melhor que houver em você e à sua disposição.



 

Baixe aqui os Princípios em PDF, nas versões A4 e A5:



 


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