Ontem, 1º de maio, foi Dia do Trabalhador. Nós sabemos exatamente o que Montessori nos diria:
“Quando falamos em redenção do trabalhador, fica subentendido que, sob a chaga mais aparente – desnutrição, hérnia, etc. – outra existe, mais profunda, que reduz a alma humana ao estado de escravidão. É a esta, precisamente, que nos referimos ao dizer que o trabalhador deve ser libertado. É a degradação moral, sobre tudo, o que se opõe ao nosso progresso; e o grito de redenção da alma é muito mais forte que o do corpo”.
– Maria Montessori, em A Descoberta da Criança
A fala de Montessori sobre o trabalhador adulto não é muito diferente do que outros reformadores sociais defendiam. Para ela, progresso nessa área significava “diminuição das horas e melhores condições de trabalho”. A novidade da obra de Montessori é o que ela dizia sobre o trabalho das crianças. Veja:
“A criança é uma grande trabalhadora. A criança é importante, não porque precise de nosso amor, não porque precise de nossa proteção, nem porque seja um mendicante, mas porque é a criadora do ser humano. A criança é importante por seus poderes que, embora misteriosos, são inteligíveis. Precisamos compreender as necessidades da criança para poder ajudá-la”.
– Maria Montessori, em The 1946 London Lectures, grifo meu.
Quando li pela primeira vez sobre os poderes da criança, ou o que Montessori também chama de “maravilhosas energias criadoras”, toda minha concepção de infância e de educação se transformou. Nós não estamos nessa para dar nada à criança. Ela tem tudo o que precisa dentro de si.
Nossa tarefa dupla é retirar os obstáculos de seu caminho e ajudar a criança a trabalhar sempre que pudermos. Assim, ela cria o ser humano. Nós temos o privilégio de assistir de perto.
Se você quiser aprender mais e ajudar melhor os poderes das crianças, estamos com inscrições abertas para o curso sobre Montessori para Crianças Grandes e Adolescentes (muito interessante para crianças de 6 a 18 anos). Para crianças de todas as idades, temos sempre O Poder da Criança, aqui.
