No Museu da Pessoa (que é virtual e você pode visitar aqui depois de ler esta mensagem), há um belo depoimento de uma jornalista sobre o início de sua carreira:
“Eu era tímida, eu tinha muita dificuldade em entrevistar as pessoas, inúmeras vezes eu voltava pra redação sem as perguntas básicas… muitas vezes eu não trazia as respostas todas e eles diziam: “Volta”. E eu ia, morrendo de vergonha, tocar de novo a campainha, e eu tinha que perguntar da intimidade das pessoas, quando elas não queriam falar era horrível aquilo, era um sacrifício, um sufoco. Até que eu comecei a perceber que não era pra mim que elas falavam… era um público muito maior…. escrever também, no estilo do jornal, da maneira que eles queriam foi muito laborioso. E eles foram maravilhosos.”
Esta mesma jornalista casou-se aos 14 anos, foi mãe aos 17, passou oito anos em um templo japonês sem falar japonês, e hoje é uma das mais importantes líderes religiosas do Brasil.
Eu contei a história de vida da Monja Coen da forma mais esquisita possível porque acho que ela entende como poucos quanto nós podemos nos transformar.
Diante de qualquer situação, inclusive daquelas em que nós erramos, Monja Coen nos diz para prestarmos atenção nas causas e condições que permitiram que nosso erro acontecesse, assim, da próxima vez, a gente consegue notar um pouco antes, e corrigir o caminho.
Montessori diria algo parecido:
O que importa não é tanto a correção em si, mas que cada indivíduo se torne consciente de seus erros. Que tenha um meio de verificar, e poder dizer se está certo ou errado. […] O que chamamos de “controle de erro“ é qualquer tipo de indicador que nos diga se estamos indo na direção de nossos objetivos, ou para longe deles. […] Um guia confiável e a possibilidade de checar conforme avançamos são as condições indispensáveis para chegar em qualquer lugar.
Na mensagem de amanhã, vamos conhecer algumas das causas e condições de vários dos nossos erros com as crianças, mas esta não é uma semana para você se sentir (mais) culpada. Montessori dizia: “Uma ‘pessoa perfeita’ é incapaz de mudar“. Nós somos imperfeitos, e por isso podemos aprender! Até amanhã!

