Você sempre pode fazer alguma coisa. Dizer a coisa certa, fazer uma sugestão, mudar algo, ou ajudar. Era nisso que o menino Rubem pensava quando tentou ajudar uma borboleta a sair do casulo, suas asas ainda muito imaturas.
A borboleta saiu do casulo, mas não conseguiu voar. O menino Rubem tentou animar a borboleta, com palavras de incentivo e toques delicados em seu corpo. Não teve efeito. A borboleta ganha força quando sai sozinha do casulo. A ajuda que ela recebeu eliminou a oportunidade de desenvolver essa força.
Apesar dos estímulos do menino Rubem, aos poucos a borboleta desistiu, e morreu.
Décadas mais tarde, quando ninguém mais o chamava de “menino Rubem”, ele escreveu:
Quem tenta ajudar uma borboleta a sair do casulo a mata.
– Rubem Alves
Ajudar é gostoso. A sensação de ser útil, de liberar o outro de um problema, é boa. Nós gostamos de ser responsáveis pelo alívio das crianças.
Mas, como a acontece com as borboletas, é fazendo esforço que as crianças se desenvolvem.
Dá certo, se você esperar.
Para dar à criança a chance de fazer o esforço correto, nós precisamos preparar um bom ambiente, e oferecer a ela boas atividades. Em seguida, precisamos fazer como Montessori ensinou: esperar observando. Para que você tenha sucesso em tudo isso, abrimos as matrículas para a Pós-Graduação em Montessori.
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PS2: A história de Rubem Alves talvez tenha acontecido exatamente assim, talvez não. A frase é realmente dele.
