Eu tenho uma tendência a ficar cansado. A trabalhar depois do horário, a pegar mais do que eu consigo carregar, a fazer mais promessas do que eu devia.
Uma vez, conversando com um monge, ele me disse algo nas linhas de:
“Às vezes, você não descansa porque está distraído. Vê televisão, mexe no celular, e não descansa. Acha que está trabalhando, mas está fazendo algo desimportante, e não descansa. Se você prestar atenção, pode encontrar momentos de descanso no seu dia, que sempre estiveram lá”.
Eu gosto de beber água. Sempre adorei água.
Então, escolhi descansar ao beber água. Para isso, tive o incentivo de uma diretora de escola fonoaudióloga, que me disse para parar de falar e “respirar uma vez” todas as vezes que eu fosse beber água.
E eu descobri que tomar um copo d’água, lavar o rosto e escovar os dentes podem ser pequenos intervalos em dias difíceis.
Que parar por três respirações e sentir o vento na janela pode me dar fôlego para trinta minutos de esforço difícil.
Eu não sei como é a sua vida, e ela pode ser muito mais puxada que a minha.
Mas parece que funciona: se a gente prestar atenção, aparentemente, existem mesmo pequenos intervalos de descanso, o dia inteiro, que passam sem a gente perceber.
O mundo precisa de gente que nem você. Gente que se importa. Que quer o bem dos outros. Que está disposta a se esforçar para melhorar as coisas.
E gente que nem você precisa desses pequenos momentos de descanso.
Um abraço grande,
Gabriel
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