O silêncio da criança é fascinado quando ela está fazendo uma descoberta.
E é dolorido quando ela está sofrendo, mas não pode dizer nada.
O silêncio da criança é profundo quando o desafio é enorme e ela precisa de concentração.
E é raso e triste quando o desafio não existe, mas ela precisa fingir interesse.
O silêncio da criança é amoroso quando ela está dormindo pertinho de quem ama, amigo ou mãe.
O silêncio da criança é abissal quando ela precisa ficar quieta com medo do escuro, sem ninguém.
O silêncio da criança é semente que brota quando ela desenha, molda, pinta, escreve, conta.
E é semente seca quando ela faz tudo isso porque não tem outra opção.
O silêncio é como a língua, como as palavras.
Nem bom, nem ruim. Mas sempre diz alguma coisa.
Ouvir o silêncio, entender o silêncio, abre portas que as palavras não vão abrir nunca.
Um abraço grande, silencioso e longo,
Gabriel
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